quinta-feira, 31 de março de 2011

Poema de Reinaldo Ferreira

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Duas rectas que se cruzam,
Eis um ponto.
Esse ponto, em movimento,
Há-de ser recta também.
Essa recta e outra recta
Hão-de formar outro ponto,
Novo ponto, nova recta,
E sempre assim, sem remédio.


Reinaldo Ferreira
(Do Arquivo de Pedro Valdoy)

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