sábado, 5 de março de 2011

Poema de Reinaldo Ferreira

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Olhos iguais, outro olhar,
Silêncios da mesma voz,
Memória vaga e lunar
Do Sol que fôssemos nós...


Assim erramos incertos,
Juntos, distantes, cansados,
Mordendo o pó dos desertos
Onde houve relvas e prados.


E a Vida escoa-se, enquanto
O tempo , alheio à vontade,
Desliza, remoto  brando
Duma tranquila orfandade.


Ai de mim!
Que não pedi p´ra nascer
E sou forçado a viver!


Reinaldo Ferreira


(Do Arquivo de Pedro Valdoy) 

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